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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cultura: os melhores de 2011 - parte 1



Velha Guarda da Mangueira se apresentou na cidade em junho. A foto é de Daniel Protzner.

Olá pessoal. Desculpem por não postar de forma constante. Fim de ano é aquela correria, e tive muito trabalho no jornal. É matéria que não acaba mais....

Aproveito essa postagem para falar sobre o que vi de bom no aspecto cultural. Não é uma lista séria, apenas opiniões sobre o que vi, ouvi, li e escrevi em 2011.

Acredito que os eventos mais importantes do ano em João Monlevade na cultura foram o Festival de Artes Cênicas e o concerto "Orquestra Ouro Preto interpreta Beatles".

O primeiro foi em junho, no auge do gelado inverno da terra desbravada por um tal françês há alguns séculos. Realizado pela No Ato Cultural, com apoio da Fundação Casa de Cultura, incentivo do Governo de Minas e patrocínio da Vivo, o festival foi excelente e abriu várias perspectivas para a formação de artistas e de público.

O show da Velha Guarda da Mangueira, que abriu o festival, foi simplesmente sensacional. Verdadeiros baluartes do samba cantando e a plateia na chuva, numa sintonia fina. Foi legal demais.

O concerto da Orquestra Ouro Preto foi no início de dezembro. Um primor de apresentação. A releitura de obras consagradas do quarteto de Liverpool que revolucionou o rock foi de extremo bom gosto. Era o que dava para esperar de um grupo tão bom, que é coordenado pelo maestro Rodrigo Toffolo, músico inteligente, talentoso e profundo conhecedor dessa arte que tanto nos emociona.

Prometo que antes de 2011 acabar faço a segunda parte do que vi de melhor na Cultura em 2011. Aguardem.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Barcelona e o choque de realidade

A goleada impiedosa do Barcelona sobre o Santos na final do Mundial de Clubes da Fifa no último domingo (18) trouxe uma série de reflexões. A principal talvez seja se o Brasil ainda tem o melhor futebol do mundo.

Sinceramente, acho que não. A vitória catalã foi um verdadeiro baile, porém, mais importante que isso, impôs um choque de realidade.

Muita gente se pergunta "Como eles conseguem?". Há quem diga que o fator principal para montar esse que já entrou para a história como um dos melhores times de futebol que o mundo já teve é o dinheiro. Essa foi uma das perguntas feitas ao técnico espanhol Pep Guardiola.

Do alto de sua simplicidade ele respondeu: "Nove dos onze jogadores que iniciaram a partida foram formados nas categorias de base do clube, a custo zero".

Outra afirmação feita por Guardiola, que era volante do time na década de 1990 e jogou com Romário, foi a que a seleção brasileira jogava antigamente como o Barça faz hoje.

Não precisava dizer mais nada. É hora de repensar o futebol brasileiro. Até a Copa dá tempo de se modernizar, implantar uma filosofia que valorize nossas características sem esquecer o que acontece ao redor do mundo.

Nesse ponto a derrota do Santos - por favor entendam, não quero e nem tenho a meta de fazer chacota com time nenhum - foi providencial.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tibless, um gênio afro-brasileiro




Salve leitores e leitoras. Cá estou eu de novo. Prometo deixar as lamúrias com o Galo para outro dia. Quem sabe janeiro? Sim, porque agora que os campeonatos acabaram, rolam apenas especulações sobre quais jogadores estão chegando e saindo.

Hoje o papo é outro. Como esse blog também é de Cultura, lá vai.

Dia desses, assistindo um programa da TV Cultura, vi um clip que me chamou a atenção. Era o Tibless, cantor e compositor mineiro que já rodou pela América do Sul e Europa acompanhando Vanessa da Mata.

Seu ponto de partida é o Afro-Beat, mas também há espaço para pitadas de samba-rock e outros ritmos que tem as músicas africana e brasileira relacionadas.

Foi ouvir e gostar. Automático. O programa na TV acabou e fui para a internet conhecer mais do trabalho do cara.

É do tipo de música que ganha os ouvidos rapidamente. Voz clara, arranjos econômicos, sem sobras. É um som que recomendo.

Quem quiser ouvir e saber mais sobre o Tibless pode acessar o Sound Cloud http://soundcloud.com/search?q[fulltext]=tibless ou o Facebook https://www.facebook.com/pages/Tibless/133397916764180

Sem dúvida, vale a pena!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vergonha e suspeita

Escrevo esse texto com profunda decepção. Digo o motivo. Não esperava jamais que o Galo perderia o clássico daquela maneira.

Ganhar e perder é do jogo, e no contexto do clássico, absolutamente natural. O problema é levar uma goleada sem lutar, correr, mostrar que estava interessado em vencer a partida.

Minha suspeita é que houve armação, um esquema combinado para que o Cruzeiro não caísse. Há quem diga que a negociata envolve o aumento do patrocínio do banco BMG, a contratação de Diego Tardelli e outros reforços para a montagem da equipe alvinegra em 2012.

Seja como for, é completamente inadmissível que o Galo leve uma surra dessas. Foi estranho, parecia que era combinado.

É só olhar os fatos antes do clássico: Atlético já salvo da degola, jogando de maneira aplicada e razoável, havia vencido rivais da sua grandeza, como Santos, Grêmio e Fluminense.

Já os azulados estavam cambaleantes, vinham de três empates com times da prateleira do meio no Brasil, e não inspiravam a mínima confiança nos torcedores e imprensa.

Explicado isso, dava para imaginar que o time do lado errado da lagoa ganharia assim, de forma tão destacada?

Não acredito. Ainda não posso provar, mas há alguma coisa muito mal contada nessa história.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um pouco de alento



Crédito: Portal Uai

Massa atleticana apoiou do início ao fim do jogo

A vitória suada sobre o Santos hoje, válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, trouxe alento ao Galo na luta contra a degola.

A raça demonstrada no campo hoje foi fundamental para o triunfo. Se faltou categoria, sobrou vontade.

Réver, que voltou em voo fretado do México, onde estava com a Seleção Brasileira para amistoso, valeu cada centavo dos R$26 mil investidos pelo Galo para trazê-lo de volta mais rápido.

Bernard, Filipe Soutto, Pierre e Cárlos César fizeram partida excelente.

Leonardo Silva hoje, a não ser pelo lance do penâlti, Serginho e Renan Ribeiro também
merecem destaque.

Temos que comemorar a vitória porque o Santos - atual campeão da Copa Libertadores - não é qualquer um, mas isso não pode esconder que ainda falta muito.

A caminhada é longa, mas vamos com um passo de cada vez.

E como já escrevi aqui e no Jornal A Notícia, 2011 ainda tem salvação.

GALO SEMPRE!.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um ano que ainda tem salvação

Você, leitor (a) que passa os olhos nesse momento por essas linhas pode pensar que me refiro à crise na zona do euro, à faxina moral iniciada nos ministérios da República ou até mesmo sobre os problemas políticos que assolam nossa querida João Monlevade. Mas não vou discorrer sobre esses temas.

O papo aqui é outro: futebol. Torcedor do Clube Atlético Mineiro desde que me entendo por gente, não ando lá muito contente com o futebol mostrado pelo time no Campeonato Brasileiro.

Depois de um início animador, com oito pontos em doze disputados nas quatro primeira rodadas, a coisa desandou. Nos dois turnos já foram 15 derrotas, 5 empates e apenas 7 vitórias. Desempenho muito aquém do esperado pela massa e que não condiz com os investimentos milionários feitos por Alexandre Kalil, Eduardo Maluf e cia.

Porém, para justificar o título desse texto, digo sem medo de errar que 2011 tem salvação, sim. É hora de esquecer os erros nas contratações e as atuações pífias de alguns e pensar no futuro do clube. Jogar a segunda divisão é como ir a um lugar feio: só se faz isso uma vez na vida e pronto.

A experiência em 2006 não foi lá tão traumática porque a torcida, como fez sempre nesses 103 anos de história gloriosa, abraçou o time. Porém, acho difícil encontrar alguém que queira passar por isso novamente. Sei que é um tempo complicado, mas a hora é de abraçar o Galo. Ir ao estádio, encher os bares, ligar o rádio e torcer muito. Como diz o hino, “vencer, vencer esse é o nosso ideal”.

domingo, 2 de outubro de 2011

Empate melancólico

Empatar com o Ceará na Arena do Jacaré. Se esse é um resultado ruim em condições normais de temperatura e pressão, imagine então jogar 35 minutos com dois a mais e mesmo assim ficar na igualdade.

Foi nesse contexto que o Galo conseguiu a proeza de empatar com a equipe nordestina hoje, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O gol do lateral direito Carlos César - até aqui uma surpresa, nos dois jogos que disputou foi bem - prenunciava uma goleada. Ledo engano.

Magno Alves perdeu penâlti e o Galo tomou um gol.

O Ceará teve dois jogadores expulsos: um no fim da primeira etapa, outro aos 15 da segunda.

A torcida, que sempre faz muito bem sua parte, empurrou, o time pressionou, pressionou, pressionou e nada. Não consigo entender como os caras treinam uma semana e na hora do jogo fazem muito diferente.

Não há muito o que explicar. Agora é grudar os ouvidos no rádio, os olhos na TV e as mãos em uma boa calculadora.

Segundo alguns matemáticos, 43 pontos serão suficientes para livrar uma equipe da Série B.

Tomara que essa quantidade, ou até algo inferior a isso garanta a permanência na elite.

Mais do que nunca, tenho que torcer. A paciência já está na porta de saída, mas insisto pra que ela fique um pouco mais.

Torcedor é assim: o bom senso diz não, o coração diz sim, e a gente vai se equilibrando nessa corda bamba.

Certo é que a água está no nariz. REAGE GALO!!!!.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Maldito" Ronaldinho

Bom dia. O tema desse post, pra variar, é futebol. Intitulei assim pra falar do quanto admiro Ronaldinho Gaúcho. Ele estará em qualquer lista dos maiores que vi com a bola nos pés. É craque, gênio, pode decidir o jogo com um passe, um gol, uma daquelas viradas de jogo em que toca para um lado e olha para o outro.

Mas tem um grande problema: não queria que ele fizesse nada disso contra o Galo, meu time do coração desde criança.

Ontem, na frente da TV, xinguei Ronaldinho. A cada vez que ele encostava na bola, dizia "Aqui não Ronaldinho. Hoje não". Parece que ele não ouviu meus gritos.

O alvinegro vencia a partida com um golaço de falta do Daniel Carvalho quando o Flamengo veio pra cima.

Foi aí que apareceu Ronaldinho. Um chute colocado, que seria facilmente encaixado pelo Renan Ribeiro, bateu na coxa de Leonardo Silva e morreu na rede.

Uma pena. O Galo jogou bem, merecia vencer, mas não deu.

Tudo por causa do "maldito" Ronaldinho. Agora é bola para frente.

Ganhar de quem vier e deixar essa zona de rebaixamento para trás.

A vida segue normalmente agora: pra sempre serei torcedor do Galo e admirador do "dentuço".

Viva o futebol.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Saindo da rotina



Crédito: Divulgação / Warner Filmes

Ir ao cinema em plena segunda-feira, morando em João Monlevade? O que parece lorota
aconteceu comigo.

Depois de encerrar o expediente na redação, deixei bloco e caneta na mochila, tomei um banho revigorante e fui para o Centro Educacional, onde mais uma vez montaram um projetor.

Lá, assisti "Os Pinguins do papai", com o ótimo Jim Carrey. Ele interpreta Tom Popper, bem sucedido no mundo dos negócios, mas sem muita noção do que fazer quando o assunto é família.

As coisas se complicam - e aí começam as gargalhadas - um pouco mais quando Poppers recebe seis pinguins do pai recém-falecido.

Não conto mais sobre o filme para não estragar as surpresas. Vale a pena conferir.

Até que, para uma segunda - feira o saldo da diversão foi positivo. Não é todo primeiro dia da semana que vou ao cinema.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Passando raiva com a passagem

Bom dia. O título dessa postagem pode parecer estranho, mas o objetivo foi o de chamar a atenção.

Desde domingo (11), o valor cobrado dos passageiros no transporte coletivo em João Monlevade é de R$2,75.

Isso mesmo, um preço que já era alto (R$2,50), subiu mais ainda.

Só há uma palavra para definir essa situação: Vergonha.

Comparada com as capitais do Sudeste, João Monlevade só fica atrás de São Paulo,
a maior cidade da América Latina, onde o usuário paga R$3,00 para andar de ônibus.

Esse serviço é mais barato em Belo Horizonte - R$2,45, - Vitória - R$2,20 - e
no Rio de Janeiro (R$2,70).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quarta-feira (quase) ótima

Bom dia

Posso dizer que meu feriado de sete de setembro foi quase excelente. A parte boa é que fui para um sítio em Conceição de Piracicaba - mais conhecido como Jorge - com amigos e irmãos da Igreja Presbiteriana.

Futebol em um "campo" de pasto, um bom bate-papo, churrasco e a brincadeira de soltar papagaio - coisa que eu não fazia há tempos - foram algumas das atividades lá.

Quem ficou devendo foi o Galo. Tomou um gol muito cedo e perdeu boas chances de vencer o São Paulo e estragar a mais que justa festa dos mil jogos do lendário Rogério Ceni.

No fim, o saldo foi bom. Agora é esperar o próximo feriado, isso é, se a palpitação das notícias sem hora para acontecer deixar, é claro.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ideias para o feriado

Bom dia. Meu último texto foi sobre o Galo, mas como o time dá mostras de que vai se recuperar e deixar essa incômoda zona de rebaixamento para trás, hoje escolho um tema mais ameno.

Amanhã é dia 7 de setembro, quando o país comemora o Dia da Independência.

Feriado é uma coisa meio rara para jornalista, mas amanhã, estou de folga. Alguém aí tem alguma ideia para aproveitar bem o dia?

Já pensei em ir para um sítio,ler aquele livro que está pela metade, visitar amigos e parentes que não vejo há tempos...

O único programa certo até agora é assistir o jogo do Galo contra o São Paulo no Morumbi, ás 16h. Até lá, boa parte do dia terá passado.

Pedidos á parte, espero descansar bem e curtir meu raro feriado. Vamos que vamos.

Quer ler um pouco mais do que escrevo? Então acesse twitter.com/ulisses_jor.

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